sexta-feira, 27 de junho de 2008

Arte




Sou eu, e estou cansado de sorrir
Qual será outra a alternativa para eu voltar viver?
Qual a forma de eu parar de mentir?
Acordar para a verdade... sofrer?

Pensamentos, expressões e sensações fingidas
Tentativa de desejo de ser outro ser
Talvez arte, talvez duas faces que só eu as consiga ver
Sou eu, és tu, onde juntos escrevemos sensações vividas.

Afinal quem sou eu…Quem és tu?
Aos poucos vamos deixando de nos imaginar
Aos poucos ficamos cegos, sem nos olhar
Talvez porque quereremos ser livres, e ser livre é não querer pensar.

Porque ter mascaras e saber disfarçar é arte
Considera estas palavras um acto nobre de confiança
Por palavras simples um segredo estamos a revelar-te
Porque neste momento desfrutamos a mascara em liderança.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

IRRECONHECIDO

Vivo alegria da qual me faz sentir fracassado
Estou mal sem saber razão
Que mundo é este frio e gelado?
Es tu que caminhas ate mim ó infelicidade do meu coração?

Rápida e silenciosa esta dor que estou a sentir
Movo as peças de forma que ninguém as consiga ouvir
Mudo o jogo sem que alguém o consiga perceber
Alimento-me do sonho que so a mim me faz sofrer.

Infeliz esta minha maneira de viver com poucas coisas para contar
Raiva, angustia, solidão contida dentro de um simples sorriso
Afinal de quem e que eu preciso?
Vou recuar atras e voltar a aprender a brincar...
Fotografia retirada do motor de busca google "infacia"

quinta-feira, 12 de junho de 2008

IDEAL
Aquela, que eu adoro, não é feita
De lírios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas lânguidas, divinas
Da antiga Vênus de cintura estreita...
Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortas entre ruínas,
Nem a Amazona, que se agarra às crinas
Dum corcel e combate satisfeita...
A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que se dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...
E como uma miragem que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo...
Antero de Quental

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Viver


Basta...
Desconheço-te…
Nunca chegarei a descobrir a verdade,
Se misturei o presente em busca de uma simples saudade…
Ou seriam sensações e falas vindas do passado
Repetidas por o outro meu lado?
Terei poder de libertar a minha alma escondida,
Sabendo ou não se ela me conduz para o verdadeiro sentido da vida?
Seria passado, uma ilusão ou alguma alucinação?
Explica-me qual o sentido de te manifestares através desta sensação.
Prende-me, porque não quero mais viver,
Puxa-me, para o teu mundo desconhecido…
Passa, mais uma página de um livro esquecido,
Bate-me, porque (re) viver faz doer.


Fotografia de Graça Loureiro in olhares.com