quarta-feira, 28 de maio de 2008

!"!!(( EPILIF WORLD




Queda livre na escuridão
Suspenso por uma corda ate á fenda do infinito
Sozinho vou pairando pela imensidão
Sem me importar se quero ou não descobrir a saída deste labirinto.



Injustiça esta que me revolta
Levando me por um caminho que não tem mais volta.
Menino roxo nascido em berço de lenha
Vida esta que nunca terá outra cor se não a dor.



Fechar os olhos á nua e crua realidade
Onde a batida esta em mim inserida
Esperando por o momento de toda a verdade
Como uma música ainda não compreendida



Brisa do ar que me silencia
Tendo em meu redor as árvores que de todo em mim me aprecia
Atento a todos os mínimos ruídos
Saceio prazeres primitivos com os meus ouvidos
Estranha esta maneira de o saber encarar
Defenido a maneira como a saber começar
Queimando as pedras e deixando enrolar
Uma simples labareda e tudo arde,
Puxando para mim o que de bom sabe.


Jamais conseguirei encontrar a saída.
Até lá vou procurar sensações
Através de simples manifestações
Mentira bonita esta, que eu vou pregando a vida.


Fechada e guardada esta mágoa que eu estou a sentir
Coloco-o no refúgio onde talvez ninguém o conseguira perceber
Se sorri ou chorei da maneira que o terminei.


Fotografia retirada no google "arvores noite"

segunda-feira, 26 de maio de 2008


Trevas

E o pior é que chamamos liberdade
a um tapete que, rolante, já não ouve
a opinião dos nossos pés; que nos leva
para onde e anuímos, alheados,
aos mecânicos desígnios do terror.


Respiramos cadeados, consumimos injustiça,
damos duas várias voltas ao risonho torniquete
que nos serve de chapéu; trocamos a cabeça
por um prato de aspirinas. Os clássicos da vida
sem tristeza nem remorso (Cinderela,
Varadero, off-shore) iluminam o cenário
em que dormimos, inocentes como balas
e nem sei como não somos mais felizes.
As rémoras, os ogres, os deuses mais bonitos,
velam nossa carne como grifos educados.


O tratado das sementes, o saber do lenhador,
queremos lá saber de quem é pobre como nós.
Confiados ao acaso, disputamos amuletos,
reforçamos sob os pés a solidez do desacerto,
colocamos outra pedra no sapato.

Para o centro do inferno dirigimos
este filho, o filho deste carro,
cativados pelo direito conquistado
de entregar os nossos dias, como rezes,
ao cutelo de despachos infiéis.

Neste cerco, viver é uma questão
de prorrogar o desalento, de iludir
o infortúnio: cerramos uma porta suicida,
desatamos a gravata, ficamos satisfeitos
quando o gelo, na bebida, é de boa qualidade.


Se olhamos para o chão desaparece
o horizonte; se olhamos para o céu
ficamos sós. Não percebo como rimos
quando pedem que posemos para a foto
de família. Alguém nos enganamos.


Confundidos pelo surto de mentira,
leiloados pela última hipnose,
enxertados no pedúnculo da morte,
semi-envergonhados, de sorriso padecido,
dizei-me se este rosto de cartão amarrotado,
se esta alma como um campo pedregoso,
se estes pés adaptados ao espinho,
se isto que nós vemos é um homem.

Jose Manuel Silva

sábado, 24 de maio de 2008

DRINK YOU PRETTY




"Cansado de drogas e pés dançantes
Cansado de bares onde as pessoas se encontram
Cheiro de virilha e lençóis sujos
Homens peludos em revistas
Toda cidade parece a mesma
Correndo para a ameaça de chuva
O travesseiro fala isso só para um
Sábado não tem nada pronto


Minta para mim
Isso toma menos tempo
Pra tomar você, linda..."




Drink you pretty-Placebo (tradução)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Vazio


Sinto-me assim
Sem conseguir exprimir
Tenho medo de sentir
Receio de o alcançar.
Percorro-me por pensamentos
Deixo de viver...
Não sei pensar
Não te consigo encontrar...
Simples é forma como te recordo
Estranha a maneira como te relembro..
Toque, olhar, magia
Harmonia!!
Sinto falta d´aquele efeito que tem de nome igual
Ao instrumento que é executado por agitação,
Quero a minha eterna companhia
Porque so assim sei descansar.