
Avistei ao longe uma criatura contente,
Ela contou-me como o conseguia fazer.
Imediatamente sentiu o fracasso da minha alma doente
Penetrou e questionou-se se eu era um ser.
Descobriu que eu não sentia, simplesmente vivia.
Não é sensação, é um estado de energia
Um poder absoluto de tranquilidade
Conseguir sorrir, vivendo sobre a abstracta felicidade.
Abdicar de viver a procura da alegria
Só assim irei desfrutar do prazer da espontaneidade
Vivendo uniforme e em continuidade.
O erro da pobre criatura ao se questionar
O erro da pobre criatura ao me encontrar…
O preto que amanha irei ter vestido
Por desviar te a ti inocente ser, das calhas do teu destino.
Dúvidas contidas em silêncio profundo
Aguarda por mim a chegada a esse teu novo mundo.

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