quarta-feira, 28 de maio de 2008

!"!!(( EPILIF WORLD




Queda livre na escuridão
Suspenso por uma corda ate á fenda do infinito
Sozinho vou pairando pela imensidão
Sem me importar se quero ou não descobrir a saída deste labirinto.



Injustiça esta que me revolta
Levando me por um caminho que não tem mais volta.
Menino roxo nascido em berço de lenha
Vida esta que nunca terá outra cor se não a dor.



Fechar os olhos á nua e crua realidade
Onde a batida esta em mim inserida
Esperando por o momento de toda a verdade
Como uma música ainda não compreendida



Brisa do ar que me silencia
Tendo em meu redor as árvores que de todo em mim me aprecia
Atento a todos os mínimos ruídos
Saceio prazeres primitivos com os meus ouvidos
Estranha esta maneira de o saber encarar
Defenido a maneira como a saber começar
Queimando as pedras e deixando enrolar
Uma simples labareda e tudo arde,
Puxando para mim o que de bom sabe.


Jamais conseguirei encontrar a saída.
Até lá vou procurar sensações
Através de simples manifestações
Mentira bonita esta, que eu vou pregando a vida.


Fechada e guardada esta mágoa que eu estou a sentir
Coloco-o no refúgio onde talvez ninguém o conseguira perceber
Se sorri ou chorei da maneira que o terminei.


Fotografia retirada no google "arvores noite"

8 comentários:

Anônimo disse...

absolutamente lindo, lembras-me a minha adolescencia.
obrigada por mr fazeres recordar
Ana

Anônimo disse...

Simpesmente FANTÁSTICO!!!
Nem sempre a vida nos corre como nós mais desejamos, mas temos de lutar para conseguir-mos alcançar os nossos objectivos.....
Beijinhos.....

Anônimo disse...

O desencanto do nascer
Mais um problema adolescente
que vira poesia...

Como nos sonhos;
devia ter nascido com toda a beleza
do meu irmão,
sei que assim não seria só um palhaço,
feio e depresivo, mas ela me aceitaria melhor.

Como num abismo;
já estou cansado de tanta timidez e depressão,
dois demônios que se unem
pra me jogar nesse abismo
onde não acho o fim.

Como nos céus;
Eu não sei se estou voando
neles num lindo dia
de primavera, ou se estou apenas
olhando nos olhos dela.

Como no inferno;
Eu sou um nada pra ela,
nunca pedi a sua paixão,
mas quero que morra,
antes que os demónios cheguem primeiro...

Danilo David

Adelaide Carneiro disse...

Lindo este poema, fez-me sentir num lugar não sei bem onde, mas que já lá estive, fez me lembrar um sentimente, não sei bem qual mas já o senti =)

UNKNOW disse...

Obrigado Ana e bom escrever e ter alguem para ler e muito mais do que isso sentir, por mais que lutemos para alcançar os objectivos mais perdido eu me sinto.
Laidinha: Para mim esse lugar e real mas permanece em mim com uma imagem tao abstracta =)

Adelaide Carneiro disse...

d"Jamais conseguirei encontrar a saída.
Até lá vou procurar sensações" |)

UNKNOW disse...

E bom escrever algo e melhor ainda encontrar alguem que o perceba e melhor ainda e escrever algo que pelos vistos e ou ja foi sentimento de alguns:D

Adelaide Carneiro disse...

Concordo contigo lipinhu=) faz-me sentitr menos só... que afinal não estou tão perdida, e mesmo que estivesse, não era a única, é tao mais fácil nos encontrar