
Queda livre na escuridão
Suspenso por uma corda ate á fenda do infinito
Sozinho vou pairando pela imensidão
Sem me importar se quero ou não descobrir a saída deste labirinto.
Injustiça esta que me revolta
Levando me por um caminho que não tem mais volta.
Menino roxo nascido em berço de lenha
Vida esta que nunca terá outra cor se não a dor.
Fechar os olhos á nua e crua realidade
Onde a batida esta em mim inserida
Esperando por o momento de toda a verdade
Como uma música ainda não compreendida
Brisa do ar que me silencia
Tendo em meu redor as árvores que de todo em mim me aprecia
Atento a todos os mínimos ruídos
Saceio prazeres primitivos com os meus ouvidos
Estranha esta maneira de o saber encarar
Defenido a maneira como a saber começar
Queimando as pedras e deixando enrolar
Uma simples labareda e tudo arde,
Puxando para mim o que de bom sabe.
Jamais conseguirei encontrar a saída.
Até lá vou procurar sensações
Através de simples manifestações
Mentira bonita esta, que eu vou pregando a vida.
Fechada e guardada esta mágoa que eu estou a sentir
Coloco-o no refúgio onde talvez ninguém o conseguira perceber
Se sorri ou chorei da maneira que o terminei.
Fotografia retirada no google "arvores noite"



