quarta-feira, 19 de março de 2008




São horas de voltar. Tu já não vens,
e a espera
gastou a luz de mais um dia.
Agora, quem passar
trará um corpo incerto dentro do nevoeiro,
mas terá outro nome e outro perfume.

Eu volto
à casa onde contigo se demorou o verão
e arrumo
os livros, escondo as cartas, viro os retratos para a mesa. Sei que o tempo se magoou de nós, sei que não voltas, e ouço dizer que as aves partem sempre assim, subitamente. Outras virão


Maria do Rosário Pedreira
Foto de Victor M. Faneca.Estrelinha

3 comentários:

Adelaide Carneiro disse...

Existe um tempo...para chorar, para amar, para esquecer, para lutar, para perder,para conquistar... enfim,para tantas coisas! Só temos de saber sentir que "é" essa a hora de...
E tens a certeza, de que chegou esse tempo?

UNKNOW disse...

Não temos certezas nenhumas laidinha, talves a unica certeza que temos é o conhecimento do desconhecido, tudo vem a seu tempo, tudo tem o seu momento.

Adelaide Carneiro disse...

"Só temos de saber sentir que "é" essa a hora de... "