quinta-feira, 9 de outubro de 2008


SILENCIO DO SOM

Que se soltem os espíritos com o silencio daquela essência
Pairando sobre os céus da claridade nocturna
Segredando gritos de magoas e lágrimas de alegria .

Orientados pelo brilho ofuscante da escuridão
Voai livres como um animal sem asas
Porque vós sois os donos da razão.

O silencio deste som… toda esta envolvência
Sorrisos, clamores, toda a vossa magia…
A alegria deste tom…
O brilho, a lua…

O toque do corpo pálido de um vulto
Sorriso rasgado para um visionário oculto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

ROADS

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say
How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong
Storm.. in the morning light
I feel
No more can I say
Frozen to myself
I got nobody on my side
And surely that ain't right
And surely that ain't right
ROADS- PORTISHEAD

sábado, 9 de agosto de 2008

"sorriste para mim, agora atura-me"





Eu quero ser tudo e não ter nada!
Quero morrer para viver
Quero sentir para compreender
Quero sofrer…
Quero imaginar que vou morrer
Quero te ao meu lado para viver…

Que vontade de ser ninguém
Livre e dependente á busca do prazer
Que vontade de querer ser olhado de lado
Sem receio de valores ou escolha do caminho errado.
Pouco interessado para o que os outros ouvem
Eu quero sentir- te para viver…

Vida animada como as voltas de um carrossel
Porque só a ti direi “Amo te”, M. Joana
Adoro o toque no teu corpo mole e maleável
Adoro esse vestido que trazes feito de papel.

Vamos dançar esta música tão penetrante
Vamos delirar, saltar e dançar
Olha, aquele som que nos faz mover num tempo especial
Vamos Joana, este momento é real!
Vamos * fumar
Porque eu estou hilariante!


Fotografia de Paulo Franco inolhares.com

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Creatura




Avistei ao longe uma criatura contente,
Ela contou-me como o conseguia fazer.
Imediatamente sentiu o fracasso da minha alma doente
Penetrou e questionou-se se eu era um ser.
Descobriu que eu não sentia, simplesmente vivia.

Não é sensação, é um estado de energia
Um poder absoluto de tranquilidade
Conseguir sorrir, vivendo sobre a abstracta felicidade.
Abdicar de viver a procura da alegria
Só assim irei desfrutar do prazer da espontaneidade
Vivendo uniforme e em continuidade.

O erro da pobre criatura ao se questionar
O erro da pobre criatura ao me encontrar…
O preto que amanha irei ter vestido
Por desviar te a ti inocente ser, das calhas do teu destino.
Dúvidas contidas em silêncio profundo
Aguarda por mim a chegada a esse teu novo mundo.

segunda-feira, 14 de julho de 2008


What else should I be
All apologies
What else could I say
Everyone is gay
What else could I write
I don't have the right
What else should I be
All apologies

In the sun
In the sun I feel as one
In the sun
In the sun
I'm married
Buried

I wish I was like you
Easily amused
Find my nest of salt
Everything is my fault
I'll take all the blame
Aqua seafoam shame
Sunburn with freezeburn
Choking on the ashes of her enemy

In the sun
In the sun I feel as one
In the sun
In the sun

Married, Maried, Maried!Buried!
All in all is all we are
All apologies-Nirvana

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Arte




Sou eu, e estou cansado de sorrir
Qual será outra a alternativa para eu voltar viver?
Qual a forma de eu parar de mentir?
Acordar para a verdade... sofrer?

Pensamentos, expressões e sensações fingidas
Tentativa de desejo de ser outro ser
Talvez arte, talvez duas faces que só eu as consiga ver
Sou eu, és tu, onde juntos escrevemos sensações vividas.

Afinal quem sou eu…Quem és tu?
Aos poucos vamos deixando de nos imaginar
Aos poucos ficamos cegos, sem nos olhar
Talvez porque quereremos ser livres, e ser livre é não querer pensar.

Porque ter mascaras e saber disfarçar é arte
Considera estas palavras um acto nobre de confiança
Por palavras simples um segredo estamos a revelar-te
Porque neste momento desfrutamos a mascara em liderança.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

IRRECONHECIDO

Vivo alegria da qual me faz sentir fracassado
Estou mal sem saber razão
Que mundo é este frio e gelado?
Es tu que caminhas ate mim ó infelicidade do meu coração?

Rápida e silenciosa esta dor que estou a sentir
Movo as peças de forma que ninguém as consiga ouvir
Mudo o jogo sem que alguém o consiga perceber
Alimento-me do sonho que so a mim me faz sofrer.

Infeliz esta minha maneira de viver com poucas coisas para contar
Raiva, angustia, solidão contida dentro de um simples sorriso
Afinal de quem e que eu preciso?
Vou recuar atras e voltar a aprender a brincar...
Fotografia retirada do motor de busca google "infacia"

quinta-feira, 12 de junho de 2008

IDEAL
Aquela, que eu adoro, não é feita
De lírios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas lânguidas, divinas
Da antiga Vênus de cintura estreita...
Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortas entre ruínas,
Nem a Amazona, que se agarra às crinas
Dum corcel e combate satisfeita...
A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que se dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...
E como uma miragem que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo...
Antero de Quental

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Viver


Basta...
Desconheço-te…
Nunca chegarei a descobrir a verdade,
Se misturei o presente em busca de uma simples saudade…
Ou seriam sensações e falas vindas do passado
Repetidas por o outro meu lado?
Terei poder de libertar a minha alma escondida,
Sabendo ou não se ela me conduz para o verdadeiro sentido da vida?
Seria passado, uma ilusão ou alguma alucinação?
Explica-me qual o sentido de te manifestares através desta sensação.
Prende-me, porque não quero mais viver,
Puxa-me, para o teu mundo desconhecido…
Passa, mais uma página de um livro esquecido,
Bate-me, porque (re) viver faz doer.


Fotografia de Graça Loureiro in olhares.com

quarta-feira, 28 de maio de 2008

!"!!(( EPILIF WORLD




Queda livre na escuridão
Suspenso por uma corda ate á fenda do infinito
Sozinho vou pairando pela imensidão
Sem me importar se quero ou não descobrir a saída deste labirinto.



Injustiça esta que me revolta
Levando me por um caminho que não tem mais volta.
Menino roxo nascido em berço de lenha
Vida esta que nunca terá outra cor se não a dor.



Fechar os olhos á nua e crua realidade
Onde a batida esta em mim inserida
Esperando por o momento de toda a verdade
Como uma música ainda não compreendida



Brisa do ar que me silencia
Tendo em meu redor as árvores que de todo em mim me aprecia
Atento a todos os mínimos ruídos
Saceio prazeres primitivos com os meus ouvidos
Estranha esta maneira de o saber encarar
Defenido a maneira como a saber começar
Queimando as pedras e deixando enrolar
Uma simples labareda e tudo arde,
Puxando para mim o que de bom sabe.


Jamais conseguirei encontrar a saída.
Até lá vou procurar sensações
Através de simples manifestações
Mentira bonita esta, que eu vou pregando a vida.


Fechada e guardada esta mágoa que eu estou a sentir
Coloco-o no refúgio onde talvez ninguém o conseguira perceber
Se sorri ou chorei da maneira que o terminei.


Fotografia retirada no google "arvores noite"

segunda-feira, 26 de maio de 2008


Trevas

E o pior é que chamamos liberdade
a um tapete que, rolante, já não ouve
a opinião dos nossos pés; que nos leva
para onde e anuímos, alheados,
aos mecânicos desígnios do terror.


Respiramos cadeados, consumimos injustiça,
damos duas várias voltas ao risonho torniquete
que nos serve de chapéu; trocamos a cabeça
por um prato de aspirinas. Os clássicos da vida
sem tristeza nem remorso (Cinderela,
Varadero, off-shore) iluminam o cenário
em que dormimos, inocentes como balas
e nem sei como não somos mais felizes.
As rémoras, os ogres, os deuses mais bonitos,
velam nossa carne como grifos educados.


O tratado das sementes, o saber do lenhador,
queremos lá saber de quem é pobre como nós.
Confiados ao acaso, disputamos amuletos,
reforçamos sob os pés a solidez do desacerto,
colocamos outra pedra no sapato.

Para o centro do inferno dirigimos
este filho, o filho deste carro,
cativados pelo direito conquistado
de entregar os nossos dias, como rezes,
ao cutelo de despachos infiéis.

Neste cerco, viver é uma questão
de prorrogar o desalento, de iludir
o infortúnio: cerramos uma porta suicida,
desatamos a gravata, ficamos satisfeitos
quando o gelo, na bebida, é de boa qualidade.


Se olhamos para o chão desaparece
o horizonte; se olhamos para o céu
ficamos sós. Não percebo como rimos
quando pedem que posemos para a foto
de família. Alguém nos enganamos.


Confundidos pelo surto de mentira,
leiloados pela última hipnose,
enxertados no pedúnculo da morte,
semi-envergonhados, de sorriso padecido,
dizei-me se este rosto de cartão amarrotado,
se esta alma como um campo pedregoso,
se estes pés adaptados ao espinho,
se isto que nós vemos é um homem.

Jose Manuel Silva

sábado, 24 de maio de 2008

DRINK YOU PRETTY




"Cansado de drogas e pés dançantes
Cansado de bares onde as pessoas se encontram
Cheiro de virilha e lençóis sujos
Homens peludos em revistas
Toda cidade parece a mesma
Correndo para a ameaça de chuva
O travesseiro fala isso só para um
Sábado não tem nada pronto


Minta para mim
Isso toma menos tempo
Pra tomar você, linda..."




Drink you pretty-Placebo (tradução)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Vazio


Sinto-me assim
Sem conseguir exprimir
Tenho medo de sentir
Receio de o alcançar.
Percorro-me por pensamentos
Deixo de viver...
Não sei pensar
Não te consigo encontrar...
Simples é forma como te recordo
Estranha a maneira como te relembro..
Toque, olhar, magia
Harmonia!!
Sinto falta d´aquele efeito que tem de nome igual
Ao instrumento que é executado por agitação,
Quero a minha eterna companhia
Porque so assim sei descansar.




sexta-feira, 18 de abril de 2008

Every me and every you

"Every me and every you
Sucker love is heaven sent
You pucker up, our passion's spent
My heart's a tart, your body's rent
My body's broken, yours is bent

Carve your name into my arm
Instead of stressed, I lie here charmed
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.

Sucker love, a box I choose
No other box I choose to use
Another love I would abuse,
No circumstances could excuse

In the shape of things to come
Too much poison come undone
Cuz there's nothing else to do,
very me and every you.

Every me and every you,
Every me...he

Sucker love is known to swing
Prone to cling and waste these things
Pucker up for heavens sake
There's never been so much at stake

I serve my head up on a plate
It's only comfort, calling late
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.

Every me and every you,
Every me...he

Like the naked leads the blind
I know I'm selfish, I'm unkind
Sucker love I always find,
Someone to bruise and leave behind

All alone in space and time
There's nothing here but what here's mine
Something borrowed, something blue
Every me and every you.

Every me and every you,
Every me..

Placebo. "every you every me"

sábado, 12 de abril de 2008





Qualquer coisa de obscuro permanece
No centro do meu ser. Se me conheço,
É até onde, por fim mal, tropeço
No que de mim em mim de si se esquece.


Aranha absurda que uma teia tece
Feita de solidão e de começo
Fruste, meu ser anónimo confesso
Próprio e em mim mesmo a externa treva desce.


Mas, vinda dos vestígios da distância
Ninguém trouxe ao meu pálio por ter gente
Sob ele, um rasgo de saudade ou ânsia.


Remiu-se o pecador impenitente
À sombra e cisma. Teve a eterna infância,
Em que comigo forma um mesmo ente.


Fernando Pessoa
Fotografia de bruno silva in olhares.com

sábado, 29 de março de 2008


Mais doce é ver-te de meus ais vencida

Dar-me em teus brandos olhos desmaiados

Morte, morte de amor, melhor que a vida


Bocage

Fotografia de Caamanõ Castro in olhares.com

quinta-feira, 27 de março de 2008


Os teus olhos sorriram
Vôei alto, bem alto, viajei
Encontrei te dentro do meu espirito.
Senti-te..
Aquele toque,
Eterna magia...
Onde estas?
Onde te posso encontrar?
Apenas isto...
Uma vaga lembrança
Um extenso pensamento
Foto de Dolly in olhares

terça-feira, 25 de março de 2008




A viajar através daquele leve toque mágico desconhecido []

sexta-feira, 21 de março de 2008


CLARO-ESCURO


Dia da vida
Noite da morte...
O verso
E o reverso
Da medalha.
E não há desespero que nos valha,
Nem crença,
Nem descrença,
Nem filosofia.
Esta brutalidade, e nada mais:
Sol e sombra - o binómio dos mortais.

Só que o sol vem primeiro,
E a sombra depois...
E à luz do sol é tudo o que sabemos:
Juventude,
Beleza,
Poesia,
E amor
-Amargo fruto que na sepultura,
Em vez de apodrecer, ganha doçura.


Miguel Torga
Fotografia de Margarida Amaral in olhares.com

quarta-feira, 19 de março de 2008




São horas de voltar. Tu já não vens,
e a espera
gastou a luz de mais um dia.
Agora, quem passar
trará um corpo incerto dentro do nevoeiro,
mas terá outro nome e outro perfume.

Eu volto
à casa onde contigo se demorou o verão
e arrumo
os livros, escondo as cartas, viro os retratos para a mesa. Sei que o tempo se magoou de nós, sei que não voltas, e ouço dizer que as aves partem sempre assim, subitamente. Outras virão


Maria do Rosário Pedreira
Foto de Victor M. Faneca.Estrelinha

sábado, 15 de março de 2008



D7


Um mundo onde não existe dor, numa dimensão inconsciente... Hoje rendome a ti sem receio, desejando sentir toda a magia que tens para libertar e fazerme delirar.



Reto como uma flecha
Defeito, defeito
Reto não, não tao reto
Rejeite, rejeite
Em direção ao anti-social
Solo solo
Em pé sobre a escada
Manhã fria, fria
Imagem fantasmagórica do medo
Socorro socorro
Deixará essa região
Eles vão me levar consigo
Dimensão sete


Nirvana

Fotografia de Paulo Cesar in olhares

quarta-feira, 12 de março de 2008



Vem

Vem,
Conversemos através da alma.
Revelemos o que é secreto aos olhos e ouvidos.

Sem exibir os dentes,
sorri comigo, como um botão de rosa.
Entendamo-nos pelos pensamentos,
sem língua sem lábios.

Sem abrir a boca,
contemo-nos todos os segredos do mundo,
como faria o intelecto divino.

Fujamos dos incrédulos
que só são capazes de entender
se escutam palavras e vêem rostos.

Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.

Como podes dizer à tua mão: "toca",
se todas as mãos são uma?
Vem, conversemos assim.

Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma.
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma.
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.

Vem, se te interessas, posso mostrar -te.



Jalal Al-Din Rumi
fotografia: Joana Costa Silva, Olhares

terça-feira, 11 de março de 2008


If I had to lose a mile
If I had to touch feelings
I would lose my soul
The way I do
I don't have to think
I only have to do it
The results are always perfect
But that's old news
Would you like to hear my voice
Sweetened with emotion
Invented at your birth?
I can't see the end of me
My whole expanse
I cannot see
I formulate infinity
And store it deep inside of me


Nirvana -Oh, Me

domingo, 9 de março de 2008


Foto: www.maury-perseval.fr


Agora

Agora, neste momento, não sei onde estás.
Imagino-te a fazer tantas coisas.
Imagino-te a não te lembrares de mim.



José Luís Peixoto
in Antídoto

quinta-feira, 6 de março de 2008


"E SE"

" e se cada segundo passasse de uma esperança à sensação de alcance?"
"e se em vez de desejar ter passasse a desejar n perder?"
"e se n precisasse mais de olhar a solidão no céu e passasse a olhar carinho no teu olhar?"
"e se n mais me sentisse só, ainda q sozinho, por te ter sempre comigo?"
"e se deixasse de desfrutar do teu olhar ao longe e o pudesse ver à distância de um suspiro?"
"e se o 'se' fosse concretizado nesto momento?? Ah...nostalgia de um vazio, que com 'se´s' se esbate e com o realizar deles se extingue"


Rasgo na monotomia


Porque não traçar um rumo diferente...

Porque não alcançar o infinito...

Porque não?

Não somos limitados, simplesmente nos limitamos.

Todos temos o mesmo céu, mas horizontes diferentes.

Quero mudar o mundo mas não sem antes mudar a minha vida.

Quero um nada que para mim represente tudo, quero as minimas coisas da vida que podem ser as melhores.

Quero rasgar a monotomia que me envolve e ser sugado para uma dimensão que me mostre a euforia de viver.

Quero-te...não sei bem quem ou o que serás, mas sei que também tu traçarás uma nova etapa, pela qual anseio, aquela em que rasgo esta monotomia...e finalmente, sorrio.

domingo, 2 de março de 2008


Esta Manhã


Esta manhã
Assisti de longe
Ao meu enterro

Esta manhã
Chorei sozinho em silêncio
Enquanto via as pessoas
Que um dia me amaram
Gritando o meu nome com mágoa

Esta manhã
Senti uma saudade sufocante
De tudo aquilo que não fiz
De tudo aquilo que não disse
Dos momentos que não vivi

Esta manhã
Apercebi-me que para sempre me perdi
E jamais voltarei a ser quem fui


Karl Goth

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008


**A vida é a infância da nossa imortalidade

Dama de Vermelho


Das trevas surgiu a dama...
Pegou-me de surpresa, reagi, gritei, jogou-me na cama de caçador...
Tornei-me presa, estremeci me entreguei...
Num vermelho ambiente...
Sua língua de mulher...
Deixando-me saliente...
Percorreu todo o meu corpo...
Sem perguntar...
Você quer?
Mas mesmo reagindo...
Com todo esse conforto...
Encheu meu corpo de gozo...
E acabei sorrindo...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008


"VIDA OBSCURA"
Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro,
Ó ser humilde entre os humildes seres.
Embriagado, tonto dos prazeres,

O mundo para ti foi negro e duro.



Atravessaste num silêncio escuro

A vida presa a trágicos deveres
E chegaste ao saber de altos saberes
Tornando-te mais simples e mais puro.


Ninguém te viu o sofrimento inquieto,

Magoado, oculto e aterrador, secreto,

Que o coração te apunhalou no mundo.


Mas eu que sempre te segui os passos

Sei que cruz infernal prendeu-te os braços
E o teu suspiro como foi profundo!